Guia
Código QR para restaurantes: onde pôr, como imprimir, o que evitar
Onde o pôr para ser lido, que tamanho imprimir, e os erros que obrigam a reimprimir tudo.
Um código QR na mesa é a coisa mais simples do mundo até se fazer mal. Este guia é sobre a diferença entre um que funciona e um que fica esquecido ao canto da mesa.
Primeiro, para onde aponta
É a decisão que condiciona tudo o resto.
Não aponte para um PDF. É o erro mais comum e o mais caro. Um PDF abre pequeno, obriga a fazer zoom e a arrastar, e num telemóvel é péssimo de ler. Pior: para mudar um preço tem de gerar outro ficheiro, e se o endereço mudar, todos os códigos já impressos ficam mortos.
Não aponte para a página inicial do site. O cliente já está sentado, não quer navegar. Quer o menu.
Aponte para uma página feita para se ler no telemóvel, num endereço que nunca muda. É a diferença entre imprimir uma vez e imprimir todos os anos.
Onde o pôr
Por ordem do que costuma resultar melhor:
- Num autocolante colado à mesa. Vê-se sem procurar, não se perde, não vai ao chão e não desaparece com o empregado.
- Na montra ou à porta. Deixa quem passa espreitar a ementa e os preços antes de entrar. É a colocação mais subestimada de todas.
- No talão ou no cartão de visita. Serve para o cliente voltar a encontrar-lhe o menu em casa.
Evite pôr o código apenas na ementa em papel. Se já tem papel na mesa, o QR não acrescenta nada.
Tamanho e distância
A regra prática: o lado do código deve ter cerca de um décimo da distância a que vai ser lido. Para um código na mesa, lido a uns 30 cm, 3 cm de lado chegam bem. Para a montra, lido do passeio a dois metros, precisa de uns 20 cm.
Na dúvida, faça maior. Um código demasiado pequeno falha com pouca luz, que é precisamente a condição de um restaurante ao jantar.
Cinco erros que obrigam a reimprimir
Contraste ao contrário. Os quadrados têm de ser escuros sobre fundo claro. Ao contrário, muitas câmaras não leem.
Sem margem branca à volta. O código precisa de uma moldura vazia para a câmara o encontrar. Colado ao texto ou a uma fotografia, falha.
Esticado. Um código QR é quadrado. Esticar para caber num espaço estreito estraga-o.
Impresso em brilhante debaixo de um foco. O reflexo apaga o código. Em mesas com luz forte por cima, prefira acabamento fosco.
Nunca testado. Antes de mandar imprimir cem, imprima um em casa e leia-o com dois ou três telemóveis diferentes, incluindo um antigo, e à luz que tem na sala.
Vale a pena personalizar?
Um código com as cores da casa e o logótipo ao centro parece melhor e é mais reconhecível. Tem um limite: quanto mais lhe mexer, menos margem de erro sobra para a leitura. Um logótipo pequeno ao centro é seguro; encher o código de decoração não é.
Se personalizar, teste como está descrito acima. E guarde o ficheiro em alta resolução: o que serve para o ecrã não serve para a gráfica.