Guia
Como criar uma ementa digital com código QR, passo a passo
Vinte minutos, do papel à mesa. Sem instalar nada, sem cartão de crédito e sem perceber de computadores.
Se chegou aqui é porque tem um menu em papel e está farto de o reimprimir cada vez que muda um preço. Este guia leva-o do papel a um menu que abre no telemóvel de qualquer cliente. Demora cerca de vinte minutos e não custa nada.
Não precisa de saber nada de informática. Se escreve uma mensagem no telemóvel, chega.
Antes de começar: junte o que já tem
Não precisa de escrever o menu de novo. Precisa de:
- O menu que já usa, em papel, em PDF ou fotografado. Serve uma fotografia tirada com o telemóvel, desde que se leiam os preços.
- O nome do negócio como quer que apareça ao cliente.
- Fotografias de pratos, se tiver. São opcionais, e pode acrescentá-las depois.
Se tem o logótipo à mão, junte-o também. Serve para o menu ficar com as cores da casa.
Passo 1: transformar o menu que já tem
Há duas maneiras. A rápida é fotografar o menu de papel e deixar o computador ler as categorias, os pratos e os preços. Corrige o que estiver mal e está feito. Numa ementa com trinta pratos, isto poupa-lhe quase todo o trabalho de escrita.
A outra é escrever à mão, prato a prato. Faz sentido se o menu for pequeno, ou se quiser aproveitar para reescrever as descrições.
Seja qual for o caminho, confirme os preços um a um antes de publicar. Um preço errado num menu digital chega a toda a gente ao mesmo tempo, que é a vantagem e também o risco.
Passo 2: descrições que vendem
A descrição é o que vende o prato quando o empregado não está à mesa. Duas regras simples.
Diga o que o cliente vai receber, não o quanto é bom. "Bacalhau desfiado, batata palha, ovo e azeitona preta" trabalha melhor do que "o nosso delicioso bacalhau". Uma pessoa que não conhece o prato fica a saber se gosta.
E aproveite para responder às perguntas que lhe fazem todos os dias. Se lhe perguntam sempre se dá para duas pessoas, escreva "para duas pessoas". Se lhe perguntam se leva picante, diga.
Passo 3: alergénios
Marque os alergénios de cada prato. Em Portugal, a informação sobre alergénios tem de estar disponível ao cliente, e um menu digital é o sítio mais fácil para a manter certa: altera uma vez e fica igual em todas as mesas.
É também um argumento de venda. Uma pessoa com intolerância que consegue filtrar o menu sozinha, sem ter de interrogar o empregado, volta.
Passo 4: escolher o estilo
Escolha um estilo que se pareça com a casa. Uma tasca não tem de parecer um restaurante de hotel. Se enviar o logótipo, as cores saem dele.
Resista à tentação de encher de fotografias. Uma fotografia má faz mais mal do que fotografia nenhuma: se o prato na imagem não for igual ao que sai da cozinha, o cliente repara. Comece pelos pratos de que mais se orgulha.
Passo 5: publicar e partilhar
Ao publicar, o menu fica num endereço próprio, do género ementado.pt/o-nome-do-seu-restaurante. Esse endereço não muda mais.
É esse detalhe que faz a diferença a longo prazo. Ponha o link no Instagram, no Facebook, no Google e no WhatsApp. Quando mudar um preço, não tem de voltar a nenhum desses sítios: o link é o mesmo e o conteúdo é que muda.
Passo 6: levar para a mesa
Falta o cliente chegar ao menu estando sentado. Um código QR resolve isso: ele aponta a câmara e o menu abre.
Onde o pôr, por ordem do que costuma funcionar melhor:
- Num autocolante colado à mesa, onde se vê sem procurar e que não se perde nem vai parar ao chão.
- Na montra ou à porta, para quem passa espreitar o menu antes de entrar.
Como o endereço não muda, o que puser na mesa continua a abrir o menu certo. Não tem de reimprimir por causa de uma alteração de preço.
Erros que se pagam caro
Publicar sem rever. Leia o menu no seu telemóvel antes de o pôr na mesa. É assim que o cliente o vai ver, e é aí que se notam os preços trocados.
Um código QR que aponta para um PDF. Um PDF abre pequeno, obriga a fazer zoom, e para o mudar tem de gerar outro ficheiro. Aponte para uma página que se leia no telemóvel.
Esquecer o menu depois. Um menu digital só vale se estiver certo. Marcar um prato como esgotado leva um segundo e evita uma conversa desagradável à mesa.
Quanto custa
Fazer, publicar e partilhar o menu não custa nada, e não pedimos cartão. O que se paga são os extras: um código QR desenhado com as suas cores, autocolantes, ou tirar o limite de fotografias.
Se quiser fazer as contas ao que gasta hoje em papel, a calculadora deste guia faz isso com os seus números.